Adenomiose:

doença prima da Endometriose

A Endometriose está presente em até 50% das mulheres inférteis e a prevalência da Adenomiose é incerta nestes casos.


Endometriose e Adenomiose são a mesma coisa?

A Endometriose está presente em até 50% das mulheres inférteis e a prevalência da Adenomiose é incerta nestes casos.
Conhecidas como doenças que causam muito sofrimento na vida da mulher moderna, a endometriose e a adenomiose são frequentemente conhecidas na cultura popular como “primas” ou até como “irmãs”.
Primeiro precisamos entender que o útero da mulher é formado por três camadas de tecidos, a serosa, camada mais externa, o miométrio, que é a camada muscular ou intermediária e que permite as contrações do parto e da menstruação e o endométrio, que reveste toda a cavidade uterina.

Portanto, qual a diferença entre Endometriose e Adenomiose?

A Endometriose se caracteriza pela existência do endométrio fora da cavidade uterina. A endometriose pode ocorrer concomitante à adenomiose, o que elevaria ainda mais os riscos de infertilidade.

A adenomiose está correlacionada a endometriose, a diferença é que uma ocorre no útero e a outra fora dele. Enquanto na endometriose o endométrio está fora do útero (qualquer local da cavidade abdominopélvica), na adenomiose o endométrio se infiltra e cresce na parede uterina, mais precisamente no miométrio. Essa doença acomete com mais frequência mulheres que já engravidaram ou que já foram submetidas a curetagem, miomectomia ou parto cesárea.

Sintomas adenomiose

Sintomas

Os sintomas clínicos se parecem bastante, principalmente quando há dores e a possibilidade de infertilidade, mas a diferença está no fluxo menstrual, que se altera na adenomiose e não na endometriose.

Sintomas comuns

  • Cólicas intensas durante o período menstrual;
  • Infertilidade;
  • Dor durante e após as relações sexuais;
  • Distensão abdominal que acompanha o ciclo menstrual;

Semelhança Endometriose e Adenomiose

As duas doenças têm em comum a dependência do estrogênio (designação genérica dos hormônios cuja ação está relacionada com o controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas), por isso nos dois casos, quanto mais exposição a ele, maior o desenvolvimento da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico de ambas doenças é realizado através da suspeita clínica, com a observação de sintomas como dores fortes provocadas por cólicas intensas, sangramentos intensos ou queixas de dificuldade para engravidar. E, a partir daí, solicitados alguns exames auxiliares como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética de pelve.

Exames

  • Exame pélvico por meio do toque vaginal: consiste na procura por alterações na região;
  • Laparoscopia diagnóstica: procedimento que não é mais realizado devido à alta acurácia dos exames auxiliares.
  • Dosagem sanguínea do CA-125: um marcador tumoral que pode estar aumentado em diversas patologias. Já foi considerado um marcador para endometriose, no entanto, atualmente sabe-se que diversas doenças podem alterar seu nível. Sendo assim, não é mais utilizado;
  • Ressonância magnética: é o principal método para diagnóstico da adenomiose. Também pode ser utilizado para endometriose profunda;
  • Ultrassonografia transvaginal: método simples e barato com alta acurácia para a endometriose (quando realizado com preparo intestinal) e para a adenomiose;

Tratamento

O tratamento pode incluir medicamentos hormonais e não hormonais e, dependendo do grau ou da resposta ao tratamento clínico, até cirurgias. O objetivo do tratamento de ambas doenças é controlar os sintomas da paciente, devolvendo qualidade de vida e ajudando em uma gravidez futura. Quando indicada a cirurgia, opta-se pela exérese completa deste endométrio ectópico, que está presente onde não deveria. 

Quando procurar um ginecologista?

É importante que a mulher procure um médico logo que detectar os primeiros sintomas, assim o tratamento poderá ser instituído precocemente, aumentando a efetividade de alívio dos sintomas, melhorando a qualidade de vida da mulher.

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